Filipe dos Santos Barrocas (Lisboa, 1982) é artista visual e investigador, vivendo entre Lisboa e São Paulo desde 2010. O seu trabalho, desenvolvido a partir da fotografia, situa-se na intersecção entre as artes visuais e as performativas, desdobrando-se em instalações e filmes. É doutor (2025) e mestre (2015) em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo (USP). Publicou O corpo neutro com o Prémio ProAC 2014 e foi distinguido com o Prémio por Histórico de Realização em Artes Visuais (ProAC Expresso LAB 2020), com o qual realizou Labirinto, filme exibido em festivais de relevo, incluindo a 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Participou em exposições individuais e coletivas no Brasil e Portugal, destacando-se a 27ª edição do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo. A sua trajetória inclui residências artísticas, direção e edição de publicações independentes, bem como ampla colaboração com instituições culturais. No âmbito pedagógico, realizou estágios de docência na USP, lecionou cursos e oficinas em instituições como Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo e o Sesc, e integrou equipas de orientação artística no Programa Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Participou ainda em júris, ciclos de debates e congressos nacionais e internacionais, articulando prática artística e investigação teórica.