Este artigo investiga como cinema e fotografia participam da construção do imaginário histórico  ao  tensionar  as fronteiras  entre  documento  e  ficção.  Partindo  da fotografia como  vestígio  material  e  operação  temporal,  analisa The  Dreadful  Details,  de  Éric Baudelaire,  destacando  a  ambiguidade  entre  encenação  e  arquivo  na  iconografia  da guerra.  A  partir  de  Susan  Sontag,  Harun  Farocki  e  filmes  de  Jean-Luc Godard,  Pier Paolo  Pasolini,  Marcelo  Gomes  e  José  Padilha,  discute  os  efeitos  de  verdade  das imagens e o preenchimento do real via representação. Ao articular paisagem, ruína e reconstituição,  propõe  a  imaginação  histórica  como  campo  instável  de  coexistência entre materialidade e ficção.

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